De repente, corri deixando Célia para trás, corri como nunca, os pulmões quase explodindo, o vento no rosto que junto vinha a chuva caia rapidamente em minha face.
-Bruno!!! Aonde você vai garoto? - gritou Célia atrás de mim levantando um braço para chamar atenção.
Me virei novamente sem responder, eu sabia onde Zizí estava, ela provavelmente conseguiu de alguma maneira sair do cercado, e correu, ela não pode ter ido par ao Sul da casa por que o primeiro lugar que ela viu aberto para fugir foi o Norte, que leva directo para algumas das montanhas de Cisma.
Ainda corria, quando avistei uma brecha entre uma montanha e outra... e quem estava presa ali???
Zizí!!!
Corri, e cheguei até ela, peguei ela por trás e a puxei, coloquei aquela coisa pesada nas costas e voltei correndo... me estranhei por um segundo, como foi tão fácil intender ela? Como eu consegui chegar ali tão rápido, poucos pensamentos até eu conseguir trazer ela para casa.
Logo que cheguei Célia deu um pulo de alegria e me abraçou, os dois molhados... muito... a chuva ficara mais forte. Coloquei Zizí dentro da casa e entramos para fugir da chuva.
-Bruno... como você sabia que a Zizí...?
-Nem me pergunte, não vou conseguir responder... foi tudo fácil por um momento... - interrompi ela antes que terminasse.
Entrei em casa e cai de peito no chão de madeira frio, minhas pernas estavam com os músculos doendo, vi ela diminuir de tamanho quando eles relaxaram, e pude cair no sono ali mesmo.
4 - ...
...
Depois de horas trabalhando no ovelheiro, Andersson e eu entramos.-E então... terminaram?! - veio Célia com as mãos em baixo do queixo e com um sorriso enorme.
-É... sim... termi... - não consegui terminar a frase com o empurrão de Célia para ver o ovelheiro.
Andersson caminhava para seu quarto e logo depois saia com uma toalha e caminhava para o banheiro.
Depois que Andersson sair eu vou tomar meu banho.
-Lindooooo... !!! - ouvi Célia gritar lá de fora.
Andei até meu quarto e como eu estava encharcado da chuva, simplesmente voltei para a sala e sai na varanda para ver Célia.
Vi a risada dela dela imensa, mas de repente ela parou de rir e ficou com um olhar sério.
-Bruno... por que só tem duas ovelhas aqui? Eu acho que são só a Mimí e a Lilí... cade a Zizí?
-O que? Eu mesmo coloquei todas ai dentro quando terminamos.
Sai da casa e voltei a sentir a chuva. Vi nossa obra de madeira, um cercado com uma casinha encostada na parede da casa, suficientemente grande para três ovelhas.
Mas realmente só duas ovelhas estavam ali, onde estava Zizí?!
3 - Chuva
Entramos depois de alguns minutos de brincadeiras com as ovelhas.
-Bruno, acorde bem cedo amanhã, precisamos construir um ovelheiro pra elas... - gritou Andersson... realmente ele adora inventar palavras...
-Tudo bem Andersson, mais se chover, nada disso.
-Bruno, você sabe que irá chover... não para de chover aqui em Cisma!
-Que triste então Andersson, acho que você vai ter que construí-lo sozinho. - fui para meu quarto dando risada.
Fechei a porta e ouvi.
-Bruno! Amanhã eu vou te acordar e se você não levantar eu te arranco da cama! - gritava Andersson como ou louco, provavelmente ele estava vermelho e gesticulando com as mãos.
Senti meu corpo pesado novamente. Andei até a cama e cai do jeito que estava, simplesmente consegui ver tudo rodando e ficar escuro...
-Bruno, acorde bem cedo amanhã, precisamos construir um ovelheiro pra elas... - gritou Andersson... realmente ele adora inventar palavras...
-Tudo bem Andersson, mais se chover, nada disso.
-Bruno, você sabe que irá chover... não para de chover aqui em Cisma!
-Que triste então Andersson, acho que você vai ter que construí-lo sozinho. - fui para meu quarto dando risada.
Fechei a porta e ouvi.
-Bruno! Amanhã eu vou te acordar e se você não levantar eu te arranco da cama! - gritava Andersson como ou louco, provavelmente ele estava vermelho e gesticulando com as mãos.
Senti meu corpo pesado novamente. Andei até a cama e cai do jeito que estava, simplesmente consegui ver tudo rodando e ficar escuro...
...
Senti meus pés caírem para fora da cama, abri meus olhos correndo e me agarrei na cabeceira da cama.
-Acorde Bruno! Vamos construir o ovelheiro! - gritava Andersson em meu ouvido.
-Tá, mais cinco minutos... - disse voltando a cabeça para o travesseiro.
-Nada disso garoto! Célia está esperando por você lá fora... coitada ela vai ficar tão triste ao saber que não vamos construir o ovelheiro hoje... - falava Andersson melancolicamente.
Célia me esperava? Seria uma tortura ver ela triste... ou seria um truque de Andersson?
-De todo modo já estou acordado Andersson, vamos construir esse tal ovelheiro... - disse enquanto me levantava da cama e saia pela porta.
Quando cheguei na varanda lá estava ela, realmente me esperava para construir o ovelheiro. Mas não vi tanta ansiedade para me ver...
-Bruno vamos lá pegue algumas madeiras que eu comprei atrás da casa e traga para cá...
Andei em volta da casa e vi uma pilha de madeira, peguei todas com os braços e levei até lá. No caminho da volta senti uma coisa cair em meu nariz... sim, uma gota de água, assim percebi que não chovia, por pouco tempo.
Dei todas as madeiras para Andersson que com um martelo e pregos começou a montar o tal ovelheiro.
A chuva começou calma e em segundos piorou.
-Célia, vamos entre... - falei preocupado, Célia não podia ficar doente!
-Não eu quero ajudar...
-Entre Célia, Bruno está certo, deixe connosco tudo bem? - disse Andersson me apoiando enquanto dava a primeira martelada.
-Tudo bem então... - disse Célia desanimada, caminhou até a varanda e se virou para mim. Com um gesto me chamou até lá.
-S-sim C-célia... - sussurrei.
-Bruno, quando terminar você me avisa? - perguntou em meu ouvido.
-C-claro C-célia, eu te a-aviso!
-Aii! Bruno venha me ajudar garoto! acabei de martelar o dedo!!! - gritava Andersson.
Sim, ele sempre atrapalha meus pensamentos!
-Acorde Bruno! Vamos construir o ovelheiro! - gritava Andersson em meu ouvido.
-Tá, mais cinco minutos... - disse voltando a cabeça para o travesseiro.
-Nada disso garoto! Célia está esperando por você lá fora... coitada ela vai ficar tão triste ao saber que não vamos construir o ovelheiro hoje... - falava Andersson melancolicamente.
Célia me esperava? Seria uma tortura ver ela triste... ou seria um truque de Andersson?
-De todo modo já estou acordado Andersson, vamos construir esse tal ovelheiro... - disse enquanto me levantava da cama e saia pela porta.
Quando cheguei na varanda lá estava ela, realmente me esperava para construir o ovelheiro. Mas não vi tanta ansiedade para me ver...
-Bruno vamos lá pegue algumas madeiras que eu comprei atrás da casa e traga para cá...
Andei em volta da casa e vi uma pilha de madeira, peguei todas com os braços e levei até lá. No caminho da volta senti uma coisa cair em meu nariz... sim, uma gota de água, assim percebi que não chovia, por pouco tempo.
Dei todas as madeiras para Andersson que com um martelo e pregos começou a montar o tal ovelheiro.
A chuva começou calma e em segundos piorou.
-Célia, vamos entre... - falei preocupado, Célia não podia ficar doente!
-Não eu quero ajudar...
-Entre Célia, Bruno está certo, deixe connosco tudo bem? - disse Andersson me apoiando enquanto dava a primeira martelada.
-Tudo bem então... - disse Célia desanimada, caminhou até a varanda e se virou para mim. Com um gesto me chamou até lá.
-S-sim C-célia... - sussurrei.
-Bruno, quando terminar você me avisa? - perguntou em meu ouvido.
-C-claro C-célia, eu te a-aviso!
-Obrigada lindo... - falou enquanto senti receber um beijo carinhoso na bochecha.
Célia entrou, com o seu vestido azulado deixando mostras as pernas fartas e...-Aii! Bruno venha me ajudar garoto! acabei de martelar o dedo!!! - gritava Andersson.
Sim, ele sempre atrapalha meus pensamentos!
2 - ...
Entramos depois de alguns segundos. Célia com seus cabelos compridos, fino e castanhos, diferente da cor de seus olhos, escuros como a noite, logo correu para seu quarto para se secar, e eu me sentei no sofá, simplesmente para passar o tempo.
Meu corpo estava pesado.
Onde Andersson andava?
Meu corpo estava pesado.
Onde Andersson andava?
...
-Bruno! Acorde...! - gritava Andersson, um garoto estranho alto e magro, de cabelos castanhos e olhos da mesma cor.
-O que eu dormi? - acordei falando.
-Sim... onde está Célia? Tenho uma surpresa para todos...
Ele saiu e foi para o quarto dela onde Célia também dormira...
-Célia, acorde! Tenho uma surpresa... - ouvi Andersson dizer enquanto voltava para fora da casa.
Me levantei com preguiça, me estiquei até que ouvisse meu ossos estalarem, corri até a varanda e vi três coisinhas brancas na chuva.
-Ovelhas? - perguntei sem entender, Andersson comprara ovelhas? Isso está virando uma fazenda?
Andersson correu por fora da casa e veio no pé da janela de Célia, ergueu o peito e gritou com toda a força:
-CÉLIA ACORDA GAROTA!!!
Não vi a reacção de Célia, simplesmente vi um objecto misterioso voando e batendo na cabeça de Andersson, jogando-o para trás.
A chuva que agora diminuíra, molhou totalmente a cabeça de Célia que estava do lado de fora da janela gritando com Andersson.
-Calma Célia... eu tenho uma surpresa... eu encontrei ovelhas na estrada! - explicava Andersson com a mão na cabeça onde provavelmente se formaria um roxo gigantesco.
Célia parou de gritar e entrou, demorou alguns segundo e vi ela vindo para a varanda e perguntando:
-Ovelhas? Como assim?
Andersson caminhou até nós, se abaixou e abraçou uma que parecia a mais fraca.
-Sim ovelhas, eu encontrei as três na estrada - disse ele sorrindo.
-E vamos ficar com elas?! - perguntei junto com Célia.
-Claro, porque não?! Só precisam de nomes - não havia um modo de discutir com Andersson, ele é o mais velho da casa, tem vinte anos, Célia só tem quinze e eu só tenho quatorze.
-Ah! Eu achei elas super fofas - disse Célia se abaixando e abraçando outra.
-Essa vai se chamar Mimí - disse Andersson apontando para ovelha que acabara de abraçar.
-Essa vai se chamar Lilí - disse Célia apontando para sua ovelha.
-Ah! E essa vai se chamar Zizí - gritei, não podia deixar eles darem todos os nomes, eu adoro dar nome para as coisas... ou ovelhas...
-O que eu dormi? - acordei falando.
-Sim... onde está Célia? Tenho uma surpresa para todos...
Ele saiu e foi para o quarto dela onde Célia também dormira...
-Célia, acorde! Tenho uma surpresa... - ouvi Andersson dizer enquanto voltava para fora da casa.
Me levantei com preguiça, me estiquei até que ouvisse meu ossos estalarem, corri até a varanda e vi três coisinhas brancas na chuva.
-Ovelhas? - perguntei sem entender, Andersson comprara ovelhas? Isso está virando uma fazenda?
Andersson correu por fora da casa e veio no pé da janela de Célia, ergueu o peito e gritou com toda a força:
-CÉLIA ACORDA GAROTA!!!
Não vi a reacção de Célia, simplesmente vi um objecto misterioso voando e batendo na cabeça de Andersson, jogando-o para trás.
A chuva que agora diminuíra, molhou totalmente a cabeça de Célia que estava do lado de fora da janela gritando com Andersson.
-Calma Célia... eu tenho uma surpresa... eu encontrei ovelhas na estrada! - explicava Andersson com a mão na cabeça onde provavelmente se formaria um roxo gigantesco.
Célia parou de gritar e entrou, demorou alguns segundo e vi ela vindo para a varanda e perguntando:
-Ovelhas? Como assim?
Andersson caminhou até nós, se abaixou e abraçou uma que parecia a mais fraca.
-Sim ovelhas, eu encontrei as três na estrada - disse ele sorrindo.
-E vamos ficar com elas?! - perguntei junto com Célia.
-Claro, porque não?! Só precisam de nomes - não havia um modo de discutir com Andersson, ele é o mais velho da casa, tem vinte anos, Célia só tem quinze e eu só tenho quatorze.
-Ah! Eu achei elas super fofas - disse Célia se abaixando e abraçando outra.
-Essa vai se chamar Mimí - disse Andersson apontando para ovelha que acabara de abraçar.
-Essa vai se chamar Lilí - disse Célia apontando para sua ovelha.
-Ah! E essa vai se chamar Zizí - gritei, não podia deixar eles darem todos os nomes, eu adoro dar nome para as coisas... ou ovelhas...
1 - Cisma
Estava olhando o céu pela janela grande de madeira.
A chuva fraca que molhava meu rosto não me atrapalhava de ver que Célia estava correndo para casa. Com aquele vestidinho curto estampado de flores, cabelo preso, sapatos rasteiro, e olhando para mim como se eu pudesse ajudá-la
-Bruno! Me ajuda Bruno, está chovendo muito, não aguento mais essa garoa chata - gritava até chegar na varanda de nossa casa.
Célia mora junto comigo e com Andersson, em uma casinha simples na região de Cisma, um vale esquecido do mundo na esquina do fim do mundo com onde Judas perdeu as botas.
Desci da cama onde estava com minha calça preta rasgada e minha camiseta vermelha velha e corri pelo chão de madeira gelado, descalço até chegar na varanda.
-Célia, me desculpe mais você já estava tão perto da casa... que eu... - tentei explicar.
Ela me olhava com um olhar duro e furioso com aquele rosto lindo e perfeito.
-Bruno... - disse ela.
-S-sim... - falei com medo.
Como se ela fosse embora e voltasse ela desfez aquela cara furiosa e me olha com um sorriso brilhante e diz:
-Claro meu amor, você precisava ver a sua cara quando você tentou se explicar - terminou ela com uma gargalhada linda.
-Célia, você me assustou... - terminei aliviado.
Célia com certeza era o grande amor da minha vida, eu e ela nos conhecemos através de Andersson na vila perto daqui, montamos essa casa depois que meus pais morreram de um jeito misterioso, os dela morreram por mãos de criminosos de fora do vale e Andersson nem chegara a conhecer os pais desde que nascera, fora criado por sua vó que já faleceu. Nos juntamos e formamos essa casa simples em Cisma, um lugar muito estranho...
A chuva fraca que molhava meu rosto não me atrapalhava de ver que Célia estava correndo para casa. Com aquele vestidinho curto estampado de flores, cabelo preso, sapatos rasteiro, e olhando para mim como se eu pudesse ajudá-la
-Bruno! Me ajuda Bruno, está chovendo muito, não aguento mais essa garoa chata - gritava até chegar na varanda de nossa casa.
Célia mora junto comigo e com Andersson, em uma casinha simples na região de Cisma, um vale esquecido do mundo na esquina do fim do mundo com onde Judas perdeu as botas.
Desci da cama onde estava com minha calça preta rasgada e minha camiseta vermelha velha e corri pelo chão de madeira gelado, descalço até chegar na varanda.
-Célia, me desculpe mais você já estava tão perto da casa... que eu... - tentei explicar.
Ela me olhava com um olhar duro e furioso com aquele rosto lindo e perfeito.
-Bruno... - disse ela.
-S-sim... - falei com medo.
Como se ela fosse embora e voltasse ela desfez aquela cara furiosa e me olha com um sorriso brilhante e diz:
-Claro meu amor, você precisava ver a sua cara quando você tentou se explicar - terminou ela com uma gargalhada linda.
-Célia, você me assustou... - terminei aliviado.
Célia com certeza era o grande amor da minha vida, eu e ela nos conhecemos através de Andersson na vila perto daqui, montamos essa casa depois que meus pais morreram de um jeito misterioso, os dela morreram por mãos de criminosos de fora do vale e Andersson nem chegara a conhecer os pais desde que nascera, fora criado por sua vó que já faleceu. Nos juntamos e formamos essa casa simples em Cisma, um lugar muito estranho...
Assinar:
Comentários (Atom)
