2 - ...

Entramos depois de alguns segundos. Célia com seus cabelos compridos, fino e castanhos, diferente da cor de seus olhos, escuros como a noite, logo correu para seu quarto para se secar, e eu me sentei no sofá, simplesmente para passar o tempo.
Meu corpo estava pesado.
Onde Andersson andava?
...
-Bruno! Acorde...! - gritava Andersson, um garoto estranho alto e magro, de cabelos castanhos e olhos da mesma cor.
-O que eu dormi? - acordei falando.
-Sim... onde está Célia? Tenho uma surpresa para todos...
Ele saiu e foi para o quarto dela onde Célia também dormira...
-Célia, acorde! Tenho uma surpresa... - ouvi Andersson dizer enquanto voltava para fora da casa.
Me levantei com preguiça, me estiquei até que ouvisse meu ossos estalarem, corri até a varanda e vi três coisinhas brancas na chuva.
-Ovelhas? - perguntei sem entender, Andersson comprara ovelhas? Isso está virando uma fazenda?
Andersson correu por fora da casa e veio no pé da janela de Célia, ergueu o peito e gritou com toda a força:
-CÉLIA ACORDA GAROTA!!!
Não vi a reacção de Célia, simplesmente vi um objecto misterioso voando e batendo na cabeça de Andersson, jogando-o para trás.
A chuva que agora diminuíra, molhou totalmente a cabeça de Célia que estava do lado de fora da janela gritando com Andersson.
-Calma Célia... eu tenho uma surpresa... eu encontrei ovelhas na estrada! - explicava Andersson com a mão na cabeça onde provavelmente se formaria um roxo gigantesco.
Célia parou de gritar e entrou, demorou alguns segundo e vi ela vindo para a varanda e perguntando:
-Ovelhas? Como assim?
Andersson caminhou até nós, se abaixou e abraçou uma que parecia a mais fraca.
-Sim ovelhas, eu encontrei as três na estrada - disse ele sorrindo.
-E vamos ficar com elas?! - perguntei junto com Célia.
-Claro, porque não?! Só precisam de nomes - não havia um modo de discutir com Andersson, ele é o mais velho da casa, tem vinte anos, Célia só tem quinze e eu só tenho quatorze.
-Ah! Eu achei elas super fofas - disse Célia se abaixando e abraçando outra.
-Essa vai se chamar Mimí - disse Andersson apontando para ovelha que acabara de abraçar.
-Essa vai se chamar Lilí - disse Célia apontando para sua ovelha.
-Ah! E essa vai se chamar Zizí - gritei, não podia deixar eles darem todos os nomes, eu adoro dar nome para as coisas... ou ovelhas...